O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão no Estado da Bahia (SINTERP/BA), enbtidade sindical irmã do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA), manifesta sua solidariedade à presidenta do SINJORBA, Fernanda Gama, diante dos episódios relatados em seu ambiente de trabalho, que é o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (SINPOJUD). Sem aviso de, no mínimo, 30 dias, conforme previsto em lei, Fernanda estaria sendo obrigada, na última quarta-feira, a entrar em gozo de férias a partir do dia seguinte, 1º de outubro, arbitrariamente. Sob orientação jurídica, a presidenta do SINJORBA apresentou-se para trabalhar no dia seguinte, respeitando as normas do país, mas isso desagradou ao grupo que, sozinho, determinou as supostas férias.

É inadmissível que, em pleno 2026, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) seja desconsiderada em nome de interesses de um grupo que deveria, justamente por sua natureza sindical, ter como princípio inegociável o respeito aos direitos e à dignidade dos trabalhadores. Em nosso entendimento, as leis trabalhistas devem ser cumpridas por todos, inclusive e, sobretudo, por entidades que representam trabalhadores.

O SINTERPBA também manifesta especial preocupação com a situação de, sem diálogo, um funcionário do local de trabalho de Fernanda tentar aplicar uma advertência sob a alegação de que ela era obrigada a estar em período de férias, mesmo que o processo não tenha ocorrido de acordo com a lei, e, no momento da tentativa de aplicação da advertência, haver um segurança armado que estaria acompanhando o representante de um setor da instituição. Qualquer situação de constrangimento no ambiente laboral é grave, mas ganha dimensão ainda mais preocupante quando traz características de misoginia. Segundo a própria Fernanda, a situação provocou medo e insegurança.

“Fernanda, mesmo antes de ser uma representante de classe, uma ativista social, ela é uma trabalhadora, uma profissional que merece respeito”, diz o diretor-geral do SINTERPBA, Everaldo Monteiro. Solidariedade, dignidade e liberdade para o exercício profissional e sindical não podem ser apenas discursos: devem orientar concretamente as relações de trabalho e a atuação de todas as entidades que se apresentam como defensoras da classe trabalhadora.