O SINTERPBA registra sua solidariedade aos profissionais de imprensa do interior da Bahia, em especial aos profissionais radialistas, que têm enfrentado frequentes desvalorizações em atividades que, antes, faziam parte de seus calendários: a cobertura das festas juninas nos municípios. Muitas prefeituras têm optado pela ampla e quase exclusiva cobertura de veículos da capital, enquanto a mídia local é preterida, sobretudo nos palcos principais ocupados por renomados artistas.
Os organizadores de eventos até fornecem credenciais aos veículos das cidades e da região, em alguns casos, mas limitam os espaços de acesso de radialistas e jornalistas locais, o que dificulta uma cobertura mais ampla, além de promover situações de tratamento interpessoal diferenciado para aqueles que não são da capital. Os profissionais, em muitas situações, são encarados como meros transmissores de informações de assessorias ou de conteúdos sem aprofundamento, visto que não têm autorização para realizar algumas entrevistas nem a liberdade para o exercício de sua atividade profissional. “Recebemos, por exemplo, muitas queixas ligadas à cidade Santo Antônio de Jesus, mas também de outras. Essa situação não pode continuar acontecendo, independentemente de acordos comerciais que as diversas prefeituras queiram fazer, porque a comunicação social é uma das expressões de liberdade constitucional”, sinaliza o coordenador-geral do SINTERPBA, Everaldo Monteiro.
As tradicionais festas populares, como as de São João e São Pedro, são fortes impulsionadoras da economia local, sustentada, durante todo o ano, por uma economia que circula, inclusive, graças ao trabalho dos profissionais de imprensa. A supervalorização da mídia dos grandes centros não é carta de autorização para desvalorizar ou desrespeitar os profissionais locais, que tão bem sustentam a realidade da comunicação no dia a dia das cidades de toda a Bahia.