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terça-feira, 13 de março de 2018

MARCHA DE ABERTURA DO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL REÚNE MILHARES DE PESSOAS DOS CINCO CONTINENTES


A Marcha de Abertura do Fórum Social Mundial que aconteceu na tarde desta terça-feira (13/03), do Campo Grande à Praça Castro Alves, contou com a participação de milhares de pessoas, dos mais diversos movimentos sociais e sindicais, de todos os continentes. Mulheres, negros, índios, povos árabes, quilombolas, Juventude, capoeiristas, pessoas com deficiência, sindicatos, centrais, pessoas de todas as idades, todas as etnias e todas as lutas estavam lá para dizer que “O povo unido, jamais será vencido” e um sonoro não ao Imperialismo. Pequenos carros de som e bonecos do Mestre Didi, do candomblé, cujo centenário está sendo homenageado pela UFBA, e também de imigrantes, espalhavam-se ao longo da caminhada. A percussão da Juventude deu o tom da rebeldia do momento. Ao chegar na Praça, um pequeno carro de som, chamava o tradicional “Fora Temer”!

Participaram também CONEN, MNU, Caritas,SINTRACOM, UNE, UBES, UJS Sindipetro, Sindquímica, Sinpro, CNTE, Organizações marroquinas como Odt (Organização Democrática do Trabalho) e UGTM (União Geral do Trabalho do Marrocos), Coletivo de Ação Fora Temer, Saara Oriental/ Frente de Libertação do Norte da África, Comitê para Abolição das Dívidas Ilegítimas da Argentina (CADTM), entre muitos outros.

O cacique Aruan Pataxó, de Santa Cruz Cabrália, disse que os povos indígenas participam do FSM para dar visibilidade à sua luta pela demarcação de terras, pela saúde e contra a criminalização de suas lideranças. O coordenador do acampamento indígena Kâhu lembrou que vieram nove delegações mistas de mais ou menos dez povos, como pataxós, pataxós hã hã hãe, tupinambás, xacriabás, Kiriris, potiguaras, tuxas, tapuias, Kaimbes, fulni-ôs e Kaiapós.  Terão mesas de debates na UFBA, a participação das mulheres indígenas na Assembleia de Mulheres e todos estarão na Assembleia dos Povos junto com as comunidades e os movimentos sociais.

A Vivat International trabalha pela união da humanidade, pela dignidade de mulheres e crianças, a cultura da paz e os direitos humanos. Tem sede em Nova Iorque.  A United Left of Europe é um grupo de esquerda do Parlamento Europeu. Militam contra o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul e pelo Fora Temer, por exemplo.  Apoiam também as campanhas dos movimentos sociais.

A Associação dos Umbandistas do Piauí luta contra a discriminação da umbanda e das mães de santo, que são processadas  por terem terreiros próximos de casa. Ajudam mulheres de terreiros e lutam contra o preconceito religioso. Auxiliam a população necessitada na área de saúde através de suas consultas.

O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) busca a ampliação política e o cumprimento da Lei de Resíduos Sólidos, bem como a inclusão dos catadores e  a aplicação da logística reversa. Quer também conquistar mudanças na política de exclusão imposta pelo Congresso Nacional ao povo brasileiro.

O presidente da CUT/BA, Cedro Silva, disse que o FSM representa a unificação das lutas dos trabalhadores a nível mundial. “ Devido a ameaça às democracias é importante discutir a saída para a crise social, política e econômica  provocada pela política neoliberal. Vamos discutir futuro do trabalho, migrações, mulheres, índios, quilombolas, denunciar o golpe, lutar por Lula ser candidato e pela volta da democracia no Brasil”, afirmou.

Admirson Medeiros (Greg), Secretário Adjunto de Comunicação da CUT Nacional, disse que este FSM acontece num momento importante, quando o movimento  está sofrendo ataques e retrocessos econômicos. “Lideranças de todo o planeta estão aqui para dialogar sobre um novo mundo.  Vamos sair com agendas únicas para lutarmos cada um no seu país e garantir a unidade da classe trabalhadora no mundo. O FSM sai com redes mundiais articuladas”, lembrou.

Para  Graça  Costa, secretária de Relações do Trabalho da CUT Nacional a participação da central no FSM será muito boa. “A CUT é  a maior central do Brasil e a quinta maior do mundo. Temos uma programação intensiva, como oficina de Mulheres, atividades do Comitê Internacional em Defesa da Democracia e do Direito de Lula ser candidato, etc.  O FSM é um momento de formação política e engajamento de todos os movimentos”, declarou.

Antônio Lisboa, secretário de Relações Internacionais da CUT Nacional, disse que o FSM volta ao Brasil  este ano, para Salvador, que é uma cidade símbolo de luta, num momento em que precisamos resistir. “Precisamos nos organizar e denunciar para o mundo inteiro a situação em que o Brasil vive”, sinalizou.

João Felício, da Confederação Sindical Internacional (CSI) disse que o FSM é o único espaço onde a esquerda do mundo inteiro se unifica  para questionar as políticas neoliberais. “Estamos numa conjuntura difícil no Brasil, na América Latina e no mundo, ocorrendo ataque aos direitos e aumento da concentração de renda. O FSM conseguiu recuperar a imagem de massa que teve quando era realizado em Porto Alegre”, afirmou.

No final, todos concentraram-se na Praça Castro Alves, para ouvir discursos, gritar Fora Temer, tirar fotos e trocar ideias, aguardando pelas atividades do dia seguinte, que prometem esquentar.

 Por Alessandra Aquino

 

 


Seminário Reforma Trabalhista e Negociação Coletiva

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