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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

SINTERP/BA PRESENTE NA PLENÁRIA DE COMUNICAÇÃO COMPARTILHADA DO FSM 2018


Os diretores do SINTERP/BA, Dimas Araújo e Everaldo Monteiro, estiveram presentes à Plenária de Comunicação Compartilhada do Fórum Social Mundial 2018, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (28/02), na Biblioteca de Saúde da UFBA. Eles cobraram a participação de membros de outras organizações ligadas à Comunicação que não estavam lá. “É necessária uma maior inserção dos movimentos sociais neste processo, como a FENAJ, o FNDC, etc.  Esta responsabilidade não é unicamente da CUT.  Onde estão as outras centrais, o Barão de Itararé e os demais? Não tem ninguém dos outros estados do Nordeste. Precisamos fazer uma campanha para evitar a desqualificação dos movimentos sociais nos meios de comunicação. A imprensa livre não tem chance e oportunidade de investimento. É preciso romper o bloqueio da mídia hegemônica, pois a mídia somos todos nós. A metodologia da mídia compartilhada é fundamental. Até quando seremos reféns dos meios de comunicação enlatados?”  – indagou Everaldo Monteiro.

O reitor João Carlos Sales falou, no início da plenária, que os congressos que a UFBA (local onde o Fórum vai se realizar majoritariamente) tem feito parecem com o FSM.  “É a confirmação de uma natureza que a sociedade pode ter, apesar de todas as manifestações de autoritarismo que temos visto no Brasil. A maior resistência que enfrentamos vem dos meios de comunicação tradicionais. A universidade é um dos baluartes da construção e da defesa da democracia”, declarou.

Jelber Cedraz, assessor de comunicação da CUT, disse que a central está tentando mobilizar o máximo de pessoas para publicizar as informações do FMS. “ Será o momento do  debate político para mudar a realidade do país. A grande mídia ataca com informações e temos dificuldade de contrapor. Precisamos ser colaborativos. Cerca de 800 Rádios Comunitárias vão estar trabalhando junto com a Rádio Democracia”, declarou. 

Para Rita Freire, do Conselho Internacional do FSM, quando acreditamos que as nossas vozes não são ouvidas paramos de interferir na cena social. "As vozes estão sendo ouvidas mas houve uma grande armadilha contra a sociedade brasileira. Este é um FSM de resistência.  É preciso denunciar o que a grande mídia sonega dos movimentos sociais”, sublinhou. Ela falou também do Grupo de Trabalho de Comunicação Compartilhada e lembrou que o FSM é todo autogestionado.

Para os participantes da plenária é necessário romper o bloqueio da mídia hegemônica e construir uma mídia democrática no país. O FSM é a possibilidade de uma outra perspectiva de mundo. Cada movimento vai protagonizar suas lutas e seus direitos e a comunicação tem que reverberar.  A indagação de como os veículos presentes podiam contribuir para a mídia livre foi uma constante. Todos sabiam da importância de se articularem de forma continuada que não acabaria naquela plenária.  Foi lembrado que no dia 13/03, às 11h, haverá uma entrevista coletiva na Reitoria e que no dia 16/03, a Assembleia Geral de Mulheres vai roubar a cena.  Terá também uma Assembleia do Movimento dos Povos e Territórios em Luta. Várias atividades estão sendo organizadas e Salvador vai esquentar nos dias 13 a 17 de março. É importante a participação de toda a sociedade: estudantes, trabalhadores, sindicalistas, militantes, curiosos, seja quem for. Todos são bem vindos ao FSM. É o maior espaço de democracia na cidade e somos felizes em sediá-lo!

               

 


Seminário Reforma Trabalhista e Negociação Coletiva

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