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terça-feira, 22 de agosto de 2017

ENCONTRO DE COMUNICAÇÃO DA CUT NA BAHIA É DESTAQUE


O Encontro Estadual de Comunicação da CUT, realizado nos dias 21 e 22 de agosto, reuniu mais de 70 diretores sindicais e assessores de imprensa. O SINTERP/BA foi representado pelo coordenador, Dimas Araújo, o secretário de finanças, Everaldo Monteiro, o secretário de formação e registro profissional, Maurilio Pinheiro e a jornalista, Alessandra Aquino.

No primeiro dia, pela manhã, a mesa de abertura foi composta por Lucivaldina Brito, secretária de comunicação da CUT/BA, Valdemir Medeiros, vice-presidente adjunto da CUT, Cristina Brito, secretária de formação da CUT e Leonício Maciel, secretário geral da CUT. Logo após houve uma palestra do professor, jornalista e escritor Emiliano José, sobre o tema “Comunicação de esquerda no século XXI e seus enfrentamentos contínuos”. Cedro Silva, presidente da CUT/BA e Roni Barbosa, secretário de comunicação da CUT nacional também estiveram presentes.  

Roni Barbosa lembrou que o Encontro tinha a função de debater a integração das equipes para a organização do novo portal da CUT. “Será um portal para integrar os sites da CUT estadual com a nacional e com os ramos da CUT (confederações de metalúrgicos, químicos, educação, etc)”.  Ele traçou como objetivo construir a unidade na produção e no compartilhamento de notícias entre todo sistema CUT. “Esse portal tem a tarefa de ser o elo de ligação de todas essas instâncias da CUT para proporcionar ao leitor que quer ter informações do meio sindical e da central concentradas num único local”, ressaltou.

O portal vai integrar 28 sites, os ramos, as federações nacionais e os sindicatos nacionais. A intenção é começar antes do final do ano, uma vez que a estrutura do portal já está sendo trabalhada. Será fortalecido o processo de construção das pautas, a construção das tarefas , a distribuição dos conteúdos organizando o processo para ter menos trabalho e menos choque de pautas. O grande objetivo é concentrar a audiência num único portal para melhorá-la,  de forma que possa ser dada a versão da classe trabalhadora para as notícias. “Faltou decisão política, dar prioridade, para que isso já tivesse acontecido. Com o golpe caiu a ficha”, afirmou.

A Secretaria Nacional de Comunicação da CUT tem o desafio de distribuir os diversos produtos que a central tem: site, rádio, redes sociais e impressos. Agora está sendo prioridade a anulação da Reforma Trabalhista. O conjunto da CUT não entendia a Comunicação como prioridade porque sempre apareciam outras, cada vez mais. Mas as coisas estão mudando no mundo sindical e a Comunicação está sendo cada vez mais valorizada.

Na mesa da tarde, os novos participantes foram Rogério Castro (colaborador da mídia Lampião), Luís Dênis (blog O Trampo) e o professor Leonardo Vilas (ONG Cipó).  Eles falaram na mídia alternativa para atuar na sociedade como forma de tentar inverter a correlação de forças. Defenderam uma mídia que contraponha as mentiras da direita, que tem um projeto de desinformar e controlar a opinião pública. Depois foram realizadas oficinas, como a de Mídias Sociais, Marketing Sindical, Fotografia e Acessibilidade.

A última mesa do dia foi com o representante da TVT, Paulo Salvador, da TV Kirimurê, Dina Lopes e da TVE, Flávio Gonçalves. Paulo Salvador falou que a importância da TVT para os trabalhadores é a construção de uma voz no ambiente de TV. Uma voz que não aparece em lugar nenhum. “O mundo do trabalho é invisível e quando aparece é criminalizado”. Ele destacou a dificuldade financeira  para manter equipes, link, estúdio, antena, pois TV e rádio são investimentos caros. “Em momentos como a condução coercitiva do Lula, o velório da Dona Marisa, batemos picos de audiência. Só ficamos atrás das grandes emissoras como Globo, Sbt e Band”, afirmou.

Dina Lopes falou sobre “O Canal da Cidadania/TV Kirimurê/ O Canal Onde a Gente se Vê”, cujos princípios incluem respeitar a diversidade, aprimorar o senso crítico, promover a universalização do direito à informação, à comunicação, à cultura, etc. A TV está começando. Chega para se somar às demais dizendo que pode haver TVs diferentes.  

Flávio Gonçalves disse que precisamos de uma TV pública diversa, que atraia as pessoas para assistirem-na. A TVE sofre falta de recursos em comparação com a Band, mas às vezes está na frente dela. “As TVs públicas são bancadas por todo mundo, então têm que chegar na casa de todo mundo. A sociedade tem que se apropriar da comunicação pública. É importante que haja uma aliança com a classe trabalhadora. A TVE tem a missão de levar diversidade de conteúdos à sociedade baiana”, declarou.

No segundo dia, Alfredo Santos, secretário de finanças da CUT, falou que agora é a hora de transformar despesa em arrecadação, devido ao contexto no qual o imposto sindical foi retirado e a forma como está sendo trabalhado na Reforma Trabalhista. Está havendo um desmonte das estruturas de finanças. “Os tempos atuais vão exigir militância . Na década de 80 tínhamos dificuldades e se fazia até mais política do que hoje. Muitos sindicatos terão que mudar a forma de fazer política ou não sobreviverão. Os recursos vão escassear ainda mais. No começo vai ser sofrido, mas vai ser politizador”, lembrou.

Também fizeram saudações Elizângela Araújo, secretária nacional da CUT, o professor Jonicael, do FNDC e Edivaldo Santa Rita, secretário de organização do SINDIPREV. Na mesa final, Nadilene , do coletivo de formação das mulheres, Elizângela Araújo, Cristina Brito e Cedro Silva.  Depois, cada sindicato apresentou suas propostas para a Comunicação . Para finalizar o evento, foi feito um levantamento das sugestões para melhorar a Comunicação e de que maneira isso deve ser feito.

 


GREVE GERAL

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