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sábado, 15 de julho de 2017

CURSO DE FORMAÇÃO EM SALVADOR REÚNE CERCA DE 50 SINDICALISTAS


O curso de Formação organizado pela FITERT e pelo SINTERP/BA,  em Salvador, nos dias 12, 13 e 14/07, no Hotel Sol Victoria Marina  contou com a presença de cerca de 50  sindicalistas, das bases de Sergipe, Ilheus, Itabuna e Bahia. No primeiro dia  aconteceram   as palestras de Shirley Oliveira, coordenadora da rede conveniada do INSS e de Mário Diniz, presidente do SAFITEBA  (Sindicato dos auditores fiscais do estado da Bahia) .  Shirley Oliveira falou da reforma previdenciária e das mudanças da proposta. “Não tem nada garantido porque não sabemos o que o Congresso vai aprovar. Só sabemos como é hoje e a proposta de mudança. Das propostas o que causou mais revolta entre os participantes é a da proibição de acumular pensão e aposentadoria”, explicou.  O INSS tem um programa de educação previdenciária para difundir informações nas associações representativas que espalham informação. Para ela, o rádio é um veículo de comunicação muito democrático pois não precisa acessar internet, não precisa de grau de instrução e seria esta a importância maior de falar para os Radialistas. “É possível ir a um lugar distante e não encontrar TV, mas tem rádio”, completou.

Mário Diniz  disse que a escolha que os sindicatos vão ter que fazer agora é flexibilizar ou aturar demissões. A reforma trabalhista pinçou pontos que os patrões estavam perdendo na Justiça do Trabalho e chamou isso de modernização. “O movimento sindical deve se preparar para um longo período de resistência. A reforma trabalhista é um retrocesso histórico  para os trabalhadores fruto de um momento da política brasileira onde as conspirações mais ilegítimas da classe política estão  em contrassenso no Congresso Nacional, que  legisla de costas para o povo brasileiro”, declarou. Para ele o pessoal de comunicação tem um papel importante de denunciar a reforma trabalhista porque são formadores de opinião pública.

No segundo e no terceiro dia, Ana Georgina Dias e Nádia Sousa, economistas do DIEESE, falaram sobre o conceito de negociação coletiva, quais as etapas do processo de negociação e a questão prática da negociação com simulações  em que os participantes negociaram para, a partir daí, refletir sobre a importância da preparação para isso , definir estratégias e avalia-las ao longo do percurso para atingir os objetivos . “No primeiro dia foram realizadas atividades em grupo para detalhar o processo de negociação e no segundo foi mais voltado para a prática com três simulações de negociação. No intervalo de cada uma houve reflexão sobre as estratégias para que num momento posterior não se cometa erros”, definiu Nádia  Souza.

Para Ana Georgina Dias, com a mudança na lei, algumas questões pontuais serão negociadas entre trabalhadores e empresas  como Banco de Horas, mas a negociação vai continuar na esfera coletiva na maioria das questões referentes ao trabalho. “As empresas com mais de 200 trabalhadores  podem ter uma comissão por local de trabalho para negociar diretamente com elas. O desempenho de cada um vai determinar se os trabalhadores vão ser representados  pela comissão ou pelo sindicato.  Isso pode fragilizar ou fazer com que o sindicato tenha uma ação mais pungente”,  afirmou.

 


GREVE GERAL

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